Longe de parentes, pessoas da melhor idade apostam na vida em comunidade

Segundo o estudo “Sabe” da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), a capital paulista tem 1,6 milhão de pessoas com mais de 60 anos, o que representa 12,8% de toda a população. Cerca de 49,4% dos idosos afirmam ter a saúde muito boa, 44,1% consideram regular e 6,5% como ruim.

“O meu sonho é ter uma casa própria, morar com todos os meus amigos e estar bem comigo mesma. E quando eu tiver meu cantinho, a porta vai estar sempre aberta.” Esse é o sonho de Sônia Stefânia Niak, de 62 anos, que há três décadas mora em casas comunitárias da Prefeitura de São Paulo.

Assim como dona Sônia, outros 14.751 idosos compartilham quartos e centros de convivências em 130 espaços que existem na cidade de São Paulo.

A gerente social do espaço Manacá, Teresa Cristina Evangelista, trabalha no local há 15 anos e conta que tem R$ 73 mil para garantir, mensalmente, o funcionamento do centro. Cerca de 60 idosos moram nos 20 quartos que o abrigo disponibiliza.

 

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Fonte: Freepick

Vila Conviver

Não são apenas nos serviços públicos da cidade que a vida em comunidade vem se tornando tendência para as pessoas da terceira idade. Na cidade de Campinas, interior de São Paulo, professores estão unindo-se para montar uma vila comunitária.

São docente da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) aposentados e prestes a deixar as salas de aula que se juntaram e, daqui a dois anos, irão inaugurar uma vila para morarem.

Esse projeto é baseado no co-living, um conceito que foi fundado nos anos 60, na Dinamarca, com uma ideia de manter as moradias privadas e compartilhar espaços de convivência e atividades, como refeições e limpeza de ambientes, com o intuito de estimular o relacionamento entre vizinhos.

A ideia de construir a Vila Conviver nasceu da vontade de não irem morar em uma casa de repouso ou morar com os filhos, segundo o coordenador do projeto e professor de engenharia de alimentos, Bento da Costa Carvalho, “queremos liberdade e autonomia”.

O projeto já obteve a adesão de 44 professores. “São 40 casas de 100 m² e 4 casas de 50 m²”, explica o coordenador. Cada residente terá uma residência com o seu próprio banheiro.

Para a área de convivência, há uma residência de 600 m²  que contém cozinha, refeitório, sala de jantar, sala de TV e uma área para a prática de exercícios físicos.

A residência tem um custo de R$ 400 mil mais uma taxa de condomínio, que servirá para cobrir os serviços de segurança, portaria, manutenção do espaço, cozinheiro, entre outros serviços.

O medo de ficar sozinho, quando velho, nunca passou pela cabeça de Bento. “Eu nunca parei para pensar sobre isso, mas sei que assola boa parte da população”. No entanto, é natural, um dia todos nós iremos morrer, mas enquanto esse dia não chega, vamos viver. E vamos viver em sociedade”, afirma Bento.

Fonte: Notícias R7

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