O amor pode trazer muitos benefícios na terceira idade

Não existe hora certa para amar. O romance e o prazer podem fazer toda a diferença no bem-estar e qualidade de vida das pessoas que estão na terceira idade.

Por Vinicius Galico-02/08/2017

terceira-idade_capaA terceira idade é tempo de redescobrir o amor e seus prazeres. Foto: Shutterstock Images

O amor na terceira idade

Paquera, beijo na boca, frio na barriga, carícias e noites de amor… Tudo isso pode, sim, fazer parte da vida de quem passou dos 60 anos e se encontra na famosa terceira idade. Aliás, o clima de romance e a vivência da sexualidade podem ser a chave para o bem-estar. “O amor faz bem em qualquer idade, principalmente quando promove alegria de viver. Também colabora com a saúde, já que esta não é a ausência de sintomas, mas qualidade de vida”, acredita Julieta Al Makul Durce, psicóloga do Hiléa, Centro de Vivência e Desenvolvimento para Idosos.

Saúde de corpo e alma

Saúde de corpo e alma De acordo com a especialista, o amor, como energia criativa, melhora o funcionamento do organismo. Na terceira idade, o efeito dos sentimentos que fazem o coração bater mais forte não é diferente.

Quem ama, também se mostra mais disposto para enfrentar qualquer situação do dia-a-dia. “A pessoa que vive suas verdades com a coerência do seu pensar, agir, sentir e desejar sustenta-se na responsabilidade de sua existência e se torna agente, não vítima”, analisa Julieta.

Além disso, o namoro na maturidade faz com que as pessoas se sintam mais vivas e menos sozinhas, o que pode contribuir para o entendimento e a superação de problemas como angústia e depressão.

terceira-idade_corpoFoto: Shutterstock Images

Sabor de novidade

Acima de qualquer tabu e timidez, namorar quando se está em uma fase mais experiente da vida, é resgatar o amor com novas formas e menos tensões.

Isso vale não só para os momentos de diversão, mas também de intimidade. “O sexo dos idosos pode, sim, ser satisfatório, principalmente quando leva a um encontro a dois”, garante a psicóloga.

Sem preconceitos

Quando uma pessoa idosa, viúva ou divorciada, decide viver um novo amor, nem sempre conta com o apoio da família, o que não é motivo para desistir. Julieta defende que o diá- logo é o caminho para que o direito de experimentar o amor na maturidade seja exercido, ainda que existam opiniões divergentes.

Fonte: Alto Astral 

Texto: Redação Alto Astral

Consultoria: Julieta Al Makul Durce, psicóloga do Hiléa, Centro de Vivência e Desenvolvimento para Idosos.