Mais de 50 anos: pronto para recomeçar?

Ter 50 anos não é mais sinônimo de fim de carreira. Saiba mais sobre o assunto com Fábio Gatti, criador da Top Age.

couple

Foto: Creative Commons / Google Imagens

Uma equação para ser resolvida já: com a expectativa de vida do brasileiro subindo a cada pesquisa, com a qualidade de vida melhorando, ter 50 anos não é mais sinônimo de fim de carreira. Mas, no mundo corporativo, no Brasil, não é bem assim. Mesmo com dados que mostram que essa faixa etária tem os maiores índices de confiança, as vagas ainda são escassas.

A pesquisa Nacional Melhores Empresas Great Place to Work de 2015 mostra que as pessoas com mais de 55 anos representam apenas 2,4% do quadro das 135 empresas premiadas.  “Se permanecer empregado já é difícil, conseguir um novo emprego nessa idade é duas vezes pior, de acordo com os números. E isso é especialmente preocupante em um ano de crise como este, em que muitas empresas estão demitindo funcionários.

Isso é especialmente verdade para pessoas nessa faixa etária que não estão em cargo de liderança. Podemos ver isso analisando uma amostragem de respondentes da pesquisa GPTW: gestores e executivos sênior com mais de 55 anos representam 6,2% do total, um número cerca de 2,5 vezes maior que a distribuição geral por idade”, publicou Casimiro Perez no blog da Great Place to Work.

“O mercado continua cruel com nossa geração”, afirma Fábio Gatti. Ele é consultor e sentiu, na pele, o peso da idade.

Fábio Gatti começou a trabalhar no início dos anos 70. Entrou para o mercado financeiro onde fez carreira. Trabalhou em grandes empresas e ajudou a implementar grandes projetos. Com o tempo abriu a própria consultoria. E, mesmo nesse ramo, foi sentindo o mercado se afunilar para os profissionais mais velhos.

Para lutar contra essa prática de mercado, Fábio montou um portal que ajuda na recolocação de quem já passou dos 50. “São muitos os desafios. As empresas precisam saber aproveitar a experiência desse público e criar uma cultura de integração, já que muitos terão chefes da idade de seus filhos”, analisa. “ Por outro lado, não importa a idade é preciso atualizar constantemente conhecimentos. A tecnologia não pode ser entrave e o interesse em aprender continuamente é uma exigência e uma expertise que podemos desenvolver sozinhos como rotina, na forma de consumir informação ou com cursos que ensinam a mexer em programas mais específicos. Unir experiência e atualização justifica contratações”.

Ponto importante na discussão é a questão da aposentadoria. “As empresas argumentam com custos e é preciso que a legislação as incentive e, com tantas mudanças nas regras, fica complicado montar um programa mais sólido de inserção”, afirma Fábio. Ele lembra que já houve um projeto de lei (PL nº 688/1999), rejeitado no Congresso, que reduziria a alíquota do INSS, para empresas que criassem mais vagas de emprego para quem já passou dos 50 anos. “É uma pena, porque poderíamos dar um passo significativo para começarmos as desonerações de folhas de pagamentos das empresas”.

Para quem está querendo voltar ao mercado ele lembra que é importante também ter flexibilidade. “Talvez não volte exatamente na posição ou na área em que atuou mais tempo. Prepare-se para novas experiências”.

Texto de Michele Matuck da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP).

A TOP AGE

A TOP AGE foi constituída com o principal objetivo de atender aos profissionais que acumularam experiências durante suas carreiras profissionais e encontram-se em transição de carreira ou estão em busca de novos desafios em suas atividades. Procura integrar as necessidades de empresas que buscam soluções assertivas para compor seu quadro funcional com a vivência que profissionais com 50 anos ou mais, podem trazer para seus negócios.

 

Cadastre seu currículo www.topage.com.br