Há Vagas: Educação continuada ajuda idoso a se recolocar no mercado

O envelhecimento pode levar à estagnação, acomodação. Nesse sentido, a busca pelo domínio das modernas habilidades tecnológicas é ignorada como se fosse conquista exclusiva dos jovens decifrarem.

Nada disso. Com a expectativa da alta de vida, o idoso precisa inteirar-se das lições dos novos tempo e dispor- se a frequentar cursos que ampliem habilidades, especialmente as tecnológicas.

Projeto de Lei recentemente votado postula que 20% das vagas ociosas em universadades públicas sejam oferecidas ao idosos. É uma porta aberta para novas investidas em profissionalização, talvez em setores diferentes daquele em que o idoso construiu a carreira.

A Educação Continuada reafirma uma verdade antiga – o frescor da vida está na capacidade permanente de se encantar e aprender, por pouco que seja. Sem importar a idade de cada um. Os idosos de idade avançada se igualam, neste frescor, às crianças ainda pequenas, ao manter o mesmo afã de aprendizagem, de se maravilhar diante da vida e suas surpresas.

Educação continuada pode ser formal, adquirida nos chamados programas de aprendizagem, workshops, seminários, cursos presenciais ou pela internet, a longo ou curto prazo, entre tantos.

Esse processo, ensina Renato Bulcão de Moraes*, “deve manter os idosos  tanto no mercado de trabalho por mais tempo quanto permitir novas formas de atuação social. Nesse sentido, sugere-se aos idosos repensarem o papel das suas contribuições previdenciárias, impostos pagos, e reinvindicarem o investimento que fizeram ao  longo da vida no Estado”**.

*Renato Bulcão de Moraes é Filósofo com Doutorado em Educação e História da Cultura. Pesquisa Educação e Tecnologia desde 1988.

** Do livro “Criatividade E Longevidade: Um olhar da Educação, Arte e Cultura (Editora O Gênio Criador, 2017, vários autores)

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